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ORAÇÃO PELAS CRIANÇAS INDÍGENAS - O INFANTICÍDIO INDÍGENA


Audiência Pública
no Parlamento
busca ponto
de equilíbrio
entre o infanticídio
indígena e a
manutenção da vida

Estava com receio de ir a esta audiência, pois as pessoas que foram convidadas e que poderiam falar melhor e estavam mais preparadas que eu não vieram. Ai sobrou pra mim.
Até na sexta dia 11 não tínhamos nenhum advogado pra nos acompanhar. Mas no sábado dia 12 o ETERNO mais uma vez nos surpreendeu. Depois de recebermos uma ligação fomos convidados para falarmos e orarmos a noite em uma reunião de Oração e Multiplicação de Mil Células em Manaus, a convite do Apóstolo Arão. Ao chegarmos lá mais uma surpresa: tinha no Sambódromo 100 mil pessoas orando, louvando a Deus.
Logo após a nossa fala e tempo de oração, o Apóstolo Arão convocou todos os presentes para lotarem as Assembleia Legislativa, e convocou também os Advogados presentes e imediatamente vieram 6 irmãos Advogados, ali mesmo ao lado nos reunimos.
No domingo dia 13, nos reunimos com esses advogados para tratarmos de algumas estratégias e etc.
Na segunda dia 14, tinha mais de 9 advogados do nosso lado, vários pastores, Apóstolos, indígenas e lideranças indígenas, antropólogos, padre, liderança Civis, Militares e outros.
Apenas duas pessoas foram favoráveis ao continuação da Pratica do Infanticídio, mas o restante que foi a maioria, todos diziam sim a Vida. Aleluia.
Pela Primeira vez a FUNAI liderado pela Sra. Adelaide, assumiu que EXISTE SIM INFANTICÍDIO INDÍGENA, assim como o promotor Federal, Antropólogos e Lideres Indígenas.
O poder público não deve legislar sobre ações que criminalizem o infanticídio entre os povos indígenas. Entretanto, reconhece que atitudes para evitar a morte das crianças Indígenas com deficiência físicas e mentais, através da educação e do diálogo com as tribos, precisam ser estimuladas, tanto por parte das organizações não governamentais, instituições religiosas, como pelo Estado.
“Precisamos entender a sensibilidade do problema. Não podemos ignorar que crianças são assassinadas todos os dias e isso é grave, mas é importante considerar a autonomia dos povos indígenas. Tudo isso passa por um processo pedagógico e educativo, sem imposições”, reconheceu o parlamentar Deputado Luiz Castro.
Graça Prola, Secretária de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), reiterou que é importante ouvir e analisar com quem entende a complexidade das etnias. Sugeriu que sejam realizadas visitas itinerantes para integrar as tribos mais isoladas sobre a prática do infanticídio.
Ao fim da audiência, alguns encaminhamentos foram definidos para nortear as próximas ações, destacando-se o agendamento de uma segunda audiência para março de 2016, com objetivo de ouvir sugestões concretas para o tema.
Também foi agendado um diálogo particular com as tribos do Vale do Javari (que foram resistentes, e ainda são favoráveis a pratica do Infanticídio como Cultura), propensas à prática do infanticídio, para entender como se pode encontrar um equilíbrio entre a tradição cultural e a manutenção da vida das crianças.
Estiveram na Audiência Pública representantes de povos indígenas, da Funai, antropólogos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da Sejusc, Ministério Público Federal (MPF), ONGs, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM), dos Conselhos Nacional, Estadual e Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, de juristas e de militantes dos Direitos Humanos, dentre outros.

Infanticídio Indígena

Segundo a pesquisa de Rachel Alcântara, da UNB, só no Parque Xingu são assassinadas cerca de 30 crianças todos os anos. E de acordo com o levantamento feito pelo médico sanitarista Marcos Pellegrini, que até 2006 coordenava as ações do DSEI-Yanomami, em Roraima, 98 crianças indígenas foram assassinadas pelas mães em 2004, em 2003 foram 68, fazendo dessa prática cultural a principal causa de mortalidade entre os yanomami.
A prática do infanticídio tem sido registrada em diversas etnias, entre elas estão os uaiuai, bororo, mehinaco, tapirapé, ticuna, amondaua, uru-eu-uau-uau, suruwaha, deni, jarawara, jaminawa, waurá, kuikuro, kamayurá, parintintin, yanomami, paracanã e kajabi.

Meus irmãos quero agradecer a você que orou e contribuiu para que tudo isso fosse realizado. Agradecemos a você que direta ou indiretamente nos ajudou de alguma forma.
Obrigado ao Deputado Luiz Castro, Ronaldo André que lutaram para que essa audiencia pudesse acontecer.
Obrigado a Dra. Damares e ao Apóstolo Arão que contribuíram muito para que lotássemos a Assembleia Legislativa com Indígenas e não Indígenas.
Com gratidão no coração.

Obrigado Deus.

Paulo Nunes de Carvalho

(Paulo Nunes é índigena e faz parte da Diretoria do CONPLEI - Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas)