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O MAIOR PROBLEMA NA ÁREA DO ENSINO DAS CRIANÇAS EM MINHA IGREJA É?


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2015-09-29 | Administrador

PREGAR PARA GENTE PEQUENA: UM DESAFIO PARA GENTE GRANDE 2

Dicas na pregação para crianças - 2ª parte

PREGAR PARA GENTE PEQUENA: UM DESAFIO PARA GENTE GRANDE 2

Na 1ª parte desta matéria mencionamos o conselho de um professor de Homilética aos seminaristas: “Quando vocês forem pregar, coloquem as crianças nos primeiros bancos e preguem para que elas possam entender. Se elas entenderem a mensagem, toda a igreja também entenderá”.

Mencionamos então a importância do uso de histórias, não só para com as crianças, mas para com os adultos também e deixamos o desafio de dedicar alguns domingos ao longo do ano para a prática da pregação para as crianças, no culto normal da igreja.

Procuramos também mostrar que o grande segredo na arte de contar histórias é saber escolher um ensino que está bem focado na história e levar a criança (e porque não dizer o jovem e o adulto também) a aplicar esse ensino em sua própria vida.

Queremos agora dar o que chamaríamos uma dica imprescindível:

Saiba incluir dentro de sua história (mensagem) a mais poderosa das histórias, ou o que poderíamos chamar de a Suprema História.

Sabe qual é a História das Histórias?

É a história do Verbo do Altíssimo Deus; aquele que criou o Universo, porque sem Ele nada do que foi feito se fez; aquele que se fez homem sendo encarnado no ventre virgem de Maria pelo Espírito Santo de Deus; aquele homem perfeito, sem pecado; aquele que veio como o Cordeiro de Deus para, por amor e voluntariamente, entregar sua vida à morte e morte de cruz, derramando o seu sangue, porque sem derramamento de sangue não há remissão do pecado; aquele que, tendo sido morto e sepultado, ao terceiro dia ressuscitou; aquele que está assentado à direita da Majestade nas alturas e que sustenta todo o universo pela palavra do seu poder; aquele que salva do pecado e da perdição eterna o pecador que nEle confia e a Ele se entrega, atendendo ao seu doce convite: “Vinde a mim”.

Viva a história diante das crianças, falando com alegria e entusiasmo. Faça gestos que sejam apropriados. Varie o tom de sua voz. Estude bem a história para narrá-la colocando os fatos na ordem correta. Veja bem qual é o ponto culminante da história para dar ali uma grande ênfase. Faça um começo promissor e uma conclusão interessante. Se tiver como usar algum recurso visual será sempre muito bom. Mas se não tiver este recurso, seja você mesmo e com sua voz e gestos, o próprio recurso.

É possível, ao contar uma história, aproveitar momentos durante a narrativa para incluir os fatos o evangelho, o plano da salvação através da pessoa e da obra de Jesus, citando versículos e dando inclusive a oportunidade às crianças para que recebam, pela fé, a Jesus como seu Senhor e Salvador. Se for, por exemplo, a parábola do filho pródigo, já mencionada, ao contar sobre o pai amoroso fale sobre nosso amoroso Pai celestial; ao contar sobre as decisões e os passos errados do jovem, fale sobre a realidade de que todos somos pecadores (Romanos 3:23); ao contar sobre o arrependimento do jovem, fale sobre a necessidade de nos arrependermos também; ao contar sobre a alegria do pai ao receber o filho de volta, fale sobre a obra de Cristo na cruz (1 Coríntios 15:3, 4), a fim de nos reconciliar com Deus (Efésios 2:8, 9). E o ensino, para o crescimento espiritual de quem já foi salvo, pode ser “pregue o Evangelho aos outros” ou “obedeça aos seus pais”.

Não queira fazer apenas um sermãozinho no final. Aprenda a ir colocando ao longo da história as verdades do ensino que você deseja transmitir e as verdades e fatos do evangelho, um pouquinho aqui, outro pouquinho ali, à medida que a história se desenrola. É o método de Isaías 28:10.

Deixe de lado, enquanto fala às crianças, a chatice de adulto. Solte-se, como uma criança.

Jamais subestime a capacidade da criança em entender a mensagem da Palavra de Deus e nem a capacidade do Espírito Santo em tocar o coração da criança, levando-a ao novo nascimento e a uma vida de obediência ao Senhor. Foi o Senhor Jesus quem disse: “Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18:3). Veja, não é a criança que precisa crescer para poder vir a Jesus. Os adultos é que precisam se tornar humildes, simples e crédulos como uma criança. Então, a criança está na idade certa para vir ao Salvador!

O príncipe dos pregadores, Charles Spurgeon, pregava para as crianças. Ele afirmou, com base em sua experiência, que “Uma criança pode crer e ser regenerada tanto quanto um adulto”. Disse também: “Os melhores crentes que tenho em minha igreja são aqueles que receberam a Cristo na tenra infância”. 

Pregue para gente pequena e você alcançará tanto os pequenos como também os grandes.

Este, sim, é um desafio para gente grande!

Gente grande no sentido de ter grandeza de visão e grandeza no compromisso com o Senhor que disse: “...não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos” (Mateus 18:14).

E atenção papais, mamães, vovós e vovôs... Transformem-se em contadores de historias para suas crianças. Uma vida cristã saudável inclui crianças aprendendo da Palavra de Deus em seus próprios lares.

 

Pr. Gilberto Celeti

Superintendente Nacional da APEC no Brasil

 

 
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