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2017-12-17 | Administrador

A VERDADE DE DEUS E A NOVA GERAÇÃO - 3

3 - Os Valentes de Davi... os valentes de Cristo Jesus!

A VERDADE DE DEUS E A NOVA GERAÇÃO - 3

3 - Os Valentes de Davi... os valentes de Cristo Jesus!

Para melhor cumprir a missão de formar uma geração que busca e serve a Deus é necessário conhecer muito bem a própria época, para saber exatamente como proceder.

Nas páginas do Antigo Testamento, encontramos um rico e extenso relato da vida de Davi, um homem de notáveis realizações: foi pastor, poeta, guerreiro e rei.
Como homem, Davi era semelhante a nós, porém foi escolhido por Deus para ser rei sobre Israel. Como rei, Davi foi um tipo de Cristo, que aliás foi seu descendente humanamente falando. Mas, embora tivesse sido escolhido para ser rei, durante muitos anos Davi ficou escondido, enquanto Saul ocupava esta função.

A certa altura da narrativa bíblica, lemos a respeito dos homens, armados para a peleja, que vieram a Davi para lhe transferirem o reino de Saul (1 Cr 12:23).
O príncipe deste mundo é Satanás, e Jesus está como que oculto, não sendo reconhecido como rei. Mas Ele é o Rei dos reis e reinará supremo.
Toda a atividade missionária hoje, quando o Evangelho (Boas Novas de que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ao terceiro dia ressuscitou) é anunciado, resulta em pessoas que são transferidas do reino das trevas para o reino da luz. Mas breve, chegará o dia em que o reino de “Saul” será total e abertamente transferido para “Davi” e então Cristo reinará pelos séculos dos séculos. Este dia se aproxima rapidamente.

Vamos examinar todo o trecho de 1 Crônicas 12:23-40 e observar as características dos homens que vieram para transferir o reino a Davi. Nós, que ansiamos pelo dia em que Cristo assumirá Seu reino, poderemos tirar preciosas lições para nossas vidas.

1. Ser valente.
“Dos filhos de Simeão, homens valentes para a peleja...” (vs. 25).
Ser valente significa ter ousadia, bravura e coragem para enfrentar os perigos. Também significa não recuar diante das dificuldades. Infelizmente, por toda parte é possível observar que existem muitas pessoas covardes, que diante dos problemas ficam acomodadas em vez de lutar, conformando-se com a situação e aceitando todas as coisas passivamente.
Se é verdade que não se pode fraquejar na hora do aperto, quanto mais é preciso ser valente e corajoso para perseverar numa causa digna e verdadeira.
Numa época como a nossa, onde há tanta degradação moral e onde os bons costumes se desintegram, é preciso ter grande coragem para ficar firme lutando pelo que é correto.

2. Ser escolhido.
“Da meia tribo de Manassés... foram apontados nominalmente para vir a fazer rei a Davi” (vs. 31).
É preciso notar que é o próprio Senhor quem escolhe e aponta nominalmente os seus: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros, e vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça...” (João 15:16).

3. Ser conhecedor do momento histórico.
“Dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer...” (vs. 32).
Cada época tem suas características e peculiaridades, e saber discernir o momento histórico é imprescindível se queremos fazer o que é correto, relevante, especialmente se o assunto é transferir o reino para “Davi”.
O que deve ser feito? No que não devemos perder tempo?
O fato é que todos os esforços devem ser concentrados numa só direção e há necessidade de muita sabedoria.

4. Estar armado e equipado.
“Dos filhos de Judá, que traziam escudo e lança... armados para a peleja” (vs. 24).
A lista dos homens, apresentada em 1 Crônicas 12, fala também: dos de Zebulom, “capazes para sair à guerra, providos com todas as armas de guerra,... destros para ordenar uma batalha com ânimo resoluto” (vs. 33); dos de Naftali, “... com escudo e lança” (vs. 34); dos danitas, “providos para a peleja” (vs. 35); dos de Aser, “capazes para sair à guerra e prontos para a batalha” (vs. 36); das duas tribos e meia, que estavam dalém do Jordão, “providos de toda sorte de instrumentos de guerra” (vs. 37).
A nossa luta não é contra a carne e o sangue mas contra as hostes espirituais da maldade, e há toda uma armadura à nossa disposição. Trata-se da armadura de Deus, descrita em Efésios 6.
a. sapatos — “a preparação do evangelho da paz” (Ef 6:15).
Os pés nos conduzem por todos os lugares. Os calçados de um guerreiro tinham solas com pregos, para que o mesmo pudesse ficar firme, de pé, sem cair.
Parece uma contradição dizer que a nossa guerra é para trazer a paz, que só pode ser conseguida quando há reconciliação com Deus. Bem que podemos recordar as palavras do profeta Isaías: “Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, que anuncia cousas boas, que faz ouvir a salvação...” (Is 52:7).
b. cinturão — “cingindo-vos com a verdade” (Ef 6:14).
Para ter agilidade na luta, as vestes tinham que estar presas pelo cinto, se não o soldado ficaria atrapalhado, embaraçado.
O erro, a mentira, a falta de honestidade e de lealdade são fatais, deixando o guerreiro desajeitado, levando-o à derrota. “Seja, porém a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar, vem do maligno” (Mt 5:37).
c. couraça — “vestindo-vos da couraça da justiça” (Ef 6:14).
A couraça era uma espécie de peitoral, feita com materiais resistentes como couro, bronze, ferro, etc. Servia para proteger os órgãos vitais, especialmente o coração.
Estar revestido com a couraça da justiça implica em viver uma vida reta, íntegra, santa. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23).
d. escudo — “embraçando sempre o escudo da fé” (Ef 6:16).
Estes escudos eram bem grandes e serviam para proteger o corpo inteiro do soldado. Eram fabricados de madeira, recobertos de couro ou de lona grossa e não se queimavam facilmente, pelo contrário, apagavam os dardos inflamados. Os inimigos atiravam flechas em chamas, ou outras bem afiadas com pontas de ferro.
As sugestões, as dúvidas e os ataques que vêm do maligno só podem ser apagados e só há vitória por meio da fé que implica numa atitude de completa confiança no Senhor e nas promessas de Sua Palavra.
e. capacete — “tomai também o capacete da salvação” (Ef 6:17).
A parte mais vulnerável e vital do corpo é a cabeça, e seria uma loucura ir para a guerra sem a proteção da cabeça — o capacete.
A salvação, que implica em estar livre da penalidade do pecado, justificado, vem pela graça por meio da fé (Ef 2:8). Trata-se de uma obra do Espírito Santo que leva ao novo nascimento todo aquele que se arrepende dos seus pecados e se volta, pela fé, a Cristo Jesus.
A salvação inclui também estar livre do poder do pecado, quando o crente experimenta a ação do Espírito Santo no processo de santificação.
Ainda, a salvação inclui a libertação da própria presença do pecado, quando na volta do Senhor Jesus os crentes receberão um corpo incorruptível, sendo glorificados.
Ter a mente segura da própria salvação, salvação completa em Cristo, é fundamental na batalha espiritual.
f. espada — “tomai... a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef 6:17).
Um soldado não precisa apenas estar equipado para defender-se, mas também saber utilizar sua arma, sua espada. A Palavra de Deus, a mensagem do Senhor registrada nas Escrituras, é a arma que o Senhor nos deu para a batalha. “Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2:15). Jesus, na tentação, venceu o inimigo usando a Palavra. “... resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (Tg 4:7).

Podemos ainda destacar mais duas qualidades, relacionadas ao versículo 38:

5.Ter determinação no propósito.
“Todos estes homens de guerra, postos em ordem de batalha, vieram a Hebrom, resolvidos a fazer Davi rei sobre todo o Israel...” (vs. 38). Esta determinação de fazer a Davi rei era o que motivava e impelia estes valentes soldados, equipados, treinados e organizados.

6. Ter unanimidade no propósito.
“... também todo o resto de Israel era unânime no propósito de fazer a Davi rei.” (vs. 38).
O Senhor Jesus foi quem falou que “Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir” (Mc 3:24, 25). Toda divisão enfraquece.
Em João 17, na oração intercessória e sumo-sacerdotal, Jesus rogou pela unidade: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste... a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste...” (João 17:21-23).

Encontramos ainda em 1 Crônicas 12 uma sétima característica nos homens de Davi:

7. Ter comunhão com o Senhor.
“Estiveram ali com Davi três dias, comendo e bebendo...” (vs. 39).
É para a Igreja de Laodicéia que o Senhor dirige estas palavras: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo” (Ap 3:20). Comer e beber — cear com o Senhor. Que comunhão preciosa!
Muitos não têm este alto privilégio de estar na presença do Senhor e é isto que faz a diferença.

Já estamos no século 21 da chamada era cristã. O Senhor ainda está oculto dos olhares deste mundo. Ele ainda não é reconhecido. Há ainda um príncipe reinando, que é um usurpador — Satanás.
Estamos também chegando cada vez mais perto do momento em que os reinos todos deste mundo serão transferidos para o Senhor.
Jesus Cristo é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o grande vitorioso. Existe também, hoje, um grupo de homens e mulheres armados para a peleja e que querem fazer a Jesus Cristo rei. Homens e mulheres:
1. Valentes e corajosos
2. Escolhidos pelo Senhor
3. Conhecedores da época
4. Armados e equipados
5. Determinados
6. Unidos
7. Em comunhão com o Senhor.

Somente homens e mulheres assim poderão ser usados para transferir o reino de “Saul” para “Davi”.
Há muito trabalho e luta neste ano para que especialmente as crianças conheçam o Salvador e Senhor Jesus Cristo. Enquanto fazemos a nossa parte, estendendo o reino de Deus, proclamando o Evangelho à nova geração, o Senhor vai ampliando o Seu domínio.
A época é muito significativa, e conhecê-la, para saber exatamente o que fazer é o maior desafio para a Igreja de Cristo agora. Precisamos aprender a ser como os “filhos de Issacar, conhecedores da época, para saber o que devemos fazer...” (1 Cr 12:32).

- continua no próximo mês -

Pr. Gilberto Celeti
Superintendente Nacional da APEC

 
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