APEC -- A VERDADE DE DEUS E A NOVA GERAÇÃO - 2
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O MAIOR PROBLEMA NA ÁREA DO ENSINO DAS CRIANÇAS EM MINHA IGREJA É?


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2017-11-30 | Administrador

A VERDADE DE DEUS E A NOVA GERAÇÃO - 2


A VERDADE DE DEUS E A NOVA GERAÇÃO - 2

Verificamos no artigo anterior que dentre as atividades do homem, de tão curta duração, há uma delas que sempre é muito negligenciada – a de transmitir os mandamentos do Senhor para a próxima geração.

Vimos que a nova geração de israelitas, nascida durante os 40 anos de peregrinação no deserto, quando finalmente vai entrar na Terra Prometida, recebe a ordem do Senhor para obedecer aos Seus mandamentos, estatutos e juízos para serem grandemente abençoados.

Moisés lhes diz que esses mandamentos tinham que ser observados pela geração que ouvia a palavra naquele momento, também pela geração dos seus filhos e ainda a geração dos filhos de seus filhos. Moisés ali enfatiza a responsabilidade daquela geração em três distintas situações:

1 – A de amar a Deus de todo o coração, com tudo o que havia neles e com tudo que eles eram.

2 – A de guardar no coração toda a Palavra do Senhor.

3 – A de levarem os seus filhos a se apropriarem completamente de toda a Palavra do Senhor.

Será que Israel seria obediente aos mandamentos do Senhor?

Quando observamos o desdobrar da história, verificamos que houve falha  notória na obediência as recomendações dadas pelo Senhor, porque não demorou muito tempo, e uma nova geração surgiu que não conhecia o Senhor. Veja o que diz o texto de Juízes 2:10”e 11: “Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel. Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor”.

Passaram alguns séculos e essa triste história se repete. Asafe, de maneira enfática aponta esse problema e apresenta a maneira de evita-lo no Salmo 78: “Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha boca. Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos. O que ouvimos e aprendemos o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que ele fez. Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda há de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos; e que não fossem como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus”.

De fato, a falha em passar para a nova geração a verdade de Deus e a verdade a respeito de Deus tem sido a grande tragédia dos séculos e em cada época as marcas de uma geração obstinada e rebelde são deixadas de maneira mais proeminente, fazendo crescer século após século a impiedade.

São pouco os que oram como o ancião salmista: “Não me desampares, pois, ó Deus, até a minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder” (Salmo 71:18)

A falha em contar aos filhos sobre quem é Deus, sobre as maravilhas de Sua Pessoa e de Sua Obra, sobre a Sua força e poder são visíveis em toda parte. Percebe-se até que há de fato uma atitude de encobrir estas realidades da nova geração.

A maneira descuidada na criação dos filhos, deixando o assunto sobre Deus e Sua Palavra fora da conversa, mostra esta falha gritante na obediência à recomendação do Senhor de aproveitar-se cada circunstância do dia a dia, quando o filho acorda, quando se assenta para uma refeição, quando sai para as atividades do dia e até quando vai dormir. Não. Não há interesse para repetir os preceitos de Deus e para insistir relacionando tudo o que acontece com o Senhor, até que o filho se aproprie completamente do sentimento do temor a Deus.

O fato é que os pais não estão abrindo os seus lábios para falar sobre as coisas de Deus. Isto acontece porque os seus próprios corações estão vazios do Senhor e de Sua Palavra, pois “a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12:34).  Daí a recomendação do Senhor: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos...” (Deuteronômio 6:6,7).

E por que o coração não está cheio da Palavra do Senhor? Porque não está havendo obediência ao que está escrito em Deuteronômio 6:4,5: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”.

Lutero afirmou certa ocasião que “aquilo que um homem mais ama isso é o seu deus”. Esta frase nos leva a refletir e a concluir que a raiz dessa dificuldade de passar a verdade de Deus e sobre Deus para a nova geração, está no fato que não temos o Senhor como nosso único Deus. Outros deuses estão ocupando o centro de nossos corações. Nosso amor para com Deus de todo coração com tudo o que há em nós e com tudo o que somos é pequeniníssimo.

É preciso acabar com a idolatria dentro do coração. Derrubar os ídolos e os seus altares. Dar espaço completo para o reinado de Cristo em nós. Recordemos a oração do apóstolo Paulo: “Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que segundo a riqueza da sua glória, vos conceda  que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vos arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus”. (Efésios 3:14-19).

- continua no próximo mês -

Pr. Gilberto Celeti
Superintendente Nacional da APEC

 

Precisamos da resposta desta oração. Com Cristo totalmente instalado em nosso homem interior e tomado de toda a plenitude de Deus, é que “contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez”, e teremos a alegria de ver a nova geração colocando em Deus a sua confiança e esperança, sendo obedientes ao Senhor e não se transformando numa “geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus”. (Salmo 78:4,7,8).

 
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